Acontece que nengumha destas sondagens leva em conta o voto de milhares de galegos e galegas que formam parte do censo de residentes ausentes (CERA), o chamado voto emigrante. Ainda que a Voz advertia que poderiam decidir até 2 deputados.
Nesta convocatória eleitoral o voto emigrante é constituído por pouco mais de 300 mil eleitores, o que equivale aos 13% dos recenseados na Galiza e representa 11,6% do corpo eleitoral total.
Levando em conta que nos últimos anos aumenta a percentagem de voto emigrante e que neste o apoio ao PP é superior ao voto interior, concluirá-se que nesta ocasiom é mui povável que se repita a situaçom de 1997, em que o escrutínio do voto emigrante modificou o reparto de escanos inicial do voto residente, a favor do PP e em detrimento do BNG.
Poderíamos encontrar-nos, portanto, com que a maioria de votantes residentes na Galiza deixasse o PP sem maioria absoluta, e cidadãos que nom moram na Galiza desde há várias décadas, ou que nem sequer conhecem o país (filhos e netos de emigrantes), e que, como já dixemos e convém repetir, nom votam coas mesmas garantias democráticas que os residentes, restituam essa maioria absoluta ao PP.
Ora, nom todos os emigrantes tém voto. Dentre os galegos residentes noutras comunidades autónomas do Estado Espanhol (mais de 500.000 em 2001), aqueles que estamos empadroados e recenseados no nosso actual lugar de residência, e nom na Galiza, nom podemos participar nestas eleições.
É certo que a participaçom destes emigrantes nas eleições galegas levantaria problemas técnicos, mas com certeza seria possível habilitar fórmulas que o permitissem, mesmo que fosse a criaçom de um terceiro censo, além do de residentes e o CERA.
Ao PP, decerto, nom interessará a possível influência desse voto, visto que a emigraçom durante o período de governo de Manuel Fraga tivo como destino maioritário outras comunidades do Estado e foi nutrida nomeadamente por gente nova, e visto também que entre as franjas etárias mais novas é onde menor apoio eleitoral tem esse partido, como confirmam as últimas sondagens da Voz e do Correo. Mas parece que tampouco o BNG nem o PSOE atendem a esta discriminaçom, no que di respeito ao exercício do voto, dos emigrantes galegos a outras comunidades autónomas.
O certo é que, se se quiger realmente fomentar a participaçom eleitoral dos emigrantes galegos, em igualdade e sem discriminações, deveria defender-se o direito de voto destes emigrantes no resto do Estado nos processos eleitorais em que participem os emigrantes de fora do Estado.
Caberia também a possibilidade que exercessen o voto somente os residentes, nativos ou imigrantes, evitando assi a excessiva influência que pode chegar a ter o voto de pessoas que nom residem no país e que se estabelecêrom noutros. Cremos que assi acontece, polo menos, na Irlanda, outro país em que a emigraçom, como no nosso, foi mui elevada.
Concelhos em que o CERA representa
mais de 40% do censo total:

mais de 40% do censo total: