Sem dúvida este aspecto está subordinado ao do próprio processo de normalizaçom interno. Galiza é já um país desintegrado o bastante como para ter difícil a integraçom de qualquer imigrante alófono, mas devemos estar atentos às características da imigraçom que chega ao nosso país para aproveitar as possibilidades favorábeis, nom só para a sua integraçom mas inclusive para o processo geral de normalizaçom.
Por exemplo, segundo a Opinión do passado 24 dos 30.783 trabalhadores estrangeiros de alta na Segurança Social na Galiza, os lusófonos parecem ser o grupo maioritário em funçom da língua (8.760 som portugueses 1.476 brasileiros, e há ainda os cabo-verdianos), em número similar aos hispanófonos (3.185 colombianos, 1.968 argentinos, 1.488 uruguaios, 1.134 peruanos, 1.083 venezuelanos...). Também os dados do IGE reflectem a crescente importáncia da imigraçom brasileira, e a constante portuguesa.
De facto, já o Plano de Normalizaçom Lingüística aprovado por unanimidade no Parlamento, fazia umha referência (despropositada no seu isolacionismo) ao colectivo português ao falar da imigraçom:
Aproveitar a actitude favorable dos inmigrantes e a facilidade que algunhas etnias teñen para os idiomas (dos 50.000 inmigrantes, o 25% son portugueses). (p. 232)
Com esta realidade, o que nom se deveria manter cara ao futuro, agora que está a tratar-se a modificaçom do Estatuto de Autonomia, é a subordinaçom das variantes internacionais do Galego-Português, nom reconhecidas oficialmente, face às variantes internacionais do Castelhano, si reconhecidas, pois daí decorre a discriminaçom dos lusófonos com respeito aos hispanófonos, o qual claramente dificulta a normalizaçom lingüística e propícia a passagem para o Castelhano desses milhares de pessoas provenientes de países que falam variantes da nossa língua, incorporando-os às dinámicas de substituiçom. Portanto, a discriminaçom dos falantes das variantes internacionais da nossa língua é também a discriminaçom dos falantes da variante nacional do Galego-Português.