Para quem interessar, deixo aqui a ligaçom para um documento coas letras das suas canções, incluindo umha traduçom de Óscar Mendes e Milton Amado do poema "The Lake" de Edgar Allan Poe.
Neste vídeo pode ver-se a interpretaçom feita no Círculo de Belas Artes de Madrid, no 28 de março passado, da sua versom do poema.
Bom proveito...
| The Lake Edgar Allen Poe (1827) In spring of youth it was my lot To haunt of the wide world a spot The which I could not love the less- So lovely was the loneliness Of a wild lake, with black rock bound, And the tall pines that towered around. But when the Night had thrown her pall Upon that spot, as upon all, And the mystic wind went by Murmuring in melody- Then- ah then I would awake To the terror of the lone lake. Yet that terror was not fright, But a tremulous delight- A feeling not the jewelled mine Could teach or bribe me to define- Nor Love- although the Love were thine. Death was in that poisonous wave, And in its gulf a fitting grave For him who thence could solace bring To his lone imagining- Whose solitary soul could make An Eden of that dim lake. | O Lago (Trad. de Oscar Mendes e Milton Amado) No verdor de meus anos, meu destino foi só habitar, de todo o vasto mundo, uma região que amei mais do que todas, tanto encantava a solidão de um lago selvagem, que cercavam negras rochas e altos pinheiros, dominando tudo. Mas quando a Noite, em treva, amortalhava esse recanto e o mundo, e o vento místico chegava, murmurando melopéias, então, ah! sempre em mim se despertava o terror desse lago solitário. Não era, esse, um terror, porém, de espanto, mas um delicioso calafrio, sentimento que as jóias mais preciosas não inspiram, nem fazem definir; nem mesmo o amor, nem mesmo o teu amor. Reinava a Morte na água envenenada e seu abismo era um sepulcro digno de quem pudesse ali achar consolo para seus pensamentos taciturnos, de quem a alma pudesse, desolada, no torvo lago ter um Paraíso. |