Em poucos dias, a deturpaçom da toponímia galega polo conselheiro de Cultura, a apresentaçom do decretaço rearmado contra o galego, a promoçom do auto-ódio e da imposiçom do castelhano polos representantes da ala mais galegofóbica do PP desde o parlamento ou a administraçom pública, a ridícula e infame traduçom ao castelhano de Castelao por parte do presidente também em sede parlamentar ou a utilizaçom da instituiçom do Valedor do Povo para servir os interesses dessa minoria ultraconservadora no poder impossibilitam umha resposta adequada a tal cúmulo de despropósitos. Estám tentando fazer natural e normal o seu grau extremo de auto-ódio e desrespeito à língua e cultura nacional.
Assi, o Valedor veu neutralizar a campanha iniciada hai só uns dias pola Mesa para exigir a demissom dos conselheiros Roberto Varela e Jesús Vázquez. Ante umha irresponsabilidade escandalosa e um desrespeito inaceitável à cultura ou a língua do país, e perante a contestaçom de boa parte da sociedade, submete-se esta a outro despropósito similar ou maior, e assi até que se naturalizem os despropósitos e já nom podam ser vistos como tais, ou seja impossível a sua contestaçom social efectiva.
É todo um experimento político em desenvolvimento. Um decidido programa de bestializaçom e alheamento que poderá ter conseqüências nefastas para a sociedade.
Mas a alternativa à naturalizaçom e à assunçom normalizada do despropósito, da irresponsabilidade política e da promoçom do auto-ódio pode ser a saturaçom e a rejeiçom. E além do que, todo experimento abre umha porta ao imprevisto.
