Talvez o seu projecto cinematográfico mais querido e infelizmente irrealizado foi a longametragem "Inocencia y perversión", que el mesmo gostaria de ter interpretado. Tem razom Octavi Martí ao falar del como "um dos grandes talendos desaproveitados do cinema espanhol" e é injusta a pouca repercusom desta fatal notícia nos meios espanhóis.
Deixou-nos a sua obra cinematográfica, o magnífico livro referido, Tiempo de vivir. Tiempo de revivir, os seus artigos e trabalhos espalhados em jornais e revistas, extraordinária obra de amor ao cinema que cumpre recuperar, e a sua marcante pegada para quem tivemos o privilégio e a sorte de o conhecer.
cadeia de dedicatórias
vontade de viver
a Antonio Drove Shaw
ser fogos-de-vista
e aportar novas estrelas ao céu
ser umha vela acesa polos dous extremos
viver em contínuo movimento
explorar todos os caminhos
olhar todas as luzes
ser toda a verdade
viver todas as vidas de umha vez
escuitar o sussurro do vento
ter vontade de viver
buscar as verdades de todos os contrários
e em ti próprio sintetizá-las
guardar em ti
a sabedoria da paz
e a força da guerra
cumprir a missom de cada momento
fazer um cúmplice do tempo
ressuscitar de todos os eclipses
ser o solitário sol no dia
e à noite estrela acompanhando à lua
amar sem barreiras, de todas as maneiras
nascer, viver e morrer cada dia
renascendo sempre em pulos novos de energia
abrir as portas de todas as possibilidades
morar em todas as estâncias
deixar falar todas as vozes que em ti morem
andar todos os caminhos do labirinto
olhar tudo de todas as perspectivas
viver dentro dos limites para os derrubar
cobrir o mundo
com o frescor do orvalho
que fertilize todos os eidos
e doar-lhe a luz do sol
e afinal
cumprir a saudade de Universo