Entre as mudanças anunciadas quando a Real Academia Galega (RAG) aprovou a proposta de modificaçom da sua normativa lingüística, em 12 de julho de 2003, figurava com freqüência a da eliminaçom do uso obrigatório da chamada "segunda forma do artigo", contestada por amplos sectores em prol da normalizaçom do galego, nomeadamente pola ASPG e a AGAL (veja-se o seu Estudo Crítico, pp. 98-100).
Na página do Conselho da Cultura Galega encontra-se um documento com todas as mudanças, em que se di que o alomorfe
«–lo pasa a ser de uso obrigatorio só despois da preposición por e do adverbio u. Nos demais casos a súa representación é facultativa. No texto das Normas só se emprega nos casos en que é obrigado.»
Ainda que na realidade o uso facultativo da "segunda forma do artigo" nom era umha novidade, pois já estava na redacçom das normas de 1982, augurava-se coa mudança normativa o uso preferente das formas sem assimilaçom.
Quase dous anos depois, o uso da "segunda forma do artigo" continua a ser abundante nos escritos redigidos segundo as normas da RAG.
Na página 81 do seu recomendável livro Sócio-Didáctica Lingüística (1994), a professora Elvira Souto refere umha experiência realizada num grupo de 73 alunos de primeiro curso da Escola Universitária de Formaçom do Professorado de ensino primário da Universidade da Corunha a quem foi mostrado o texto "TÓDALA PRADEIRA GALEGA" pedindo-se que indicassem o erro que continha a frase. O resultado foi que apenas 6 assinalarom a óbvia incorrecçom da forma *tódala, enquanto que 43 declarárom nom ser capazes de identificar o erro e os 24 restantes corrigírom pradeira para prado.
Fagamos agora a prova de procurar no buscador Google ocorrências das formas incorrectas *tódolo ou *tódala em páginas recentes.
Para limitar a procura a páginas em galego-português e nom noutras línguas em que pudesse ocorrer essa palavra, procuraremos também algumhas das mais comuns em galego-português, como as contracções pola, polo ou do, ou o advérbio de negaçom, escrito em norma RAG, non. Para que se nos mostrem documentos recentes, acrescentamos o algarismo do ano em curso. Finalmente, retiramos o filtro para que nom oculte mais de um resultado no mesmo servidor:
tódala OR tódolo 2005 pola OR polo OR do OR non
O resultado som cerca de 500 páginas, entre as que pode haver algumha em espanhol ou noutro idioma, mas facilmente comprovamos que quase todas estám na norma RAG.
Se retiramos o ano, aparecem mais de 3.500 páginas que contém formas como "tódala noite" (usc.es) "tódala información" (uvigo.es) ou "tódala militancia" (esquerdaunida.org). Webs como os das Universidades da Corunha e de Vigo, o Igape, o Valedor do Povo, Vigo Hoxe, Galicia Dixital e inclusive o mesmíssimo web da Junta de Galiza contém várias páginas coas formas erradas *tódolo ou *tódala.
Fica claro que algumhas normas induzem ao erro.
Na página do Conselho da Cultura Galega encontra-se um documento com todas as mudanças, em que se di que o alomorfe
«–lo pasa a ser de uso obrigatorio só despois da preposición por e do adverbio u. Nos demais casos a súa representación é facultativa. No texto das Normas só se emprega nos casos en que é obrigado.»
Ainda que na realidade o uso facultativo da "segunda forma do artigo" nom era umha novidade, pois já estava na redacçom das normas de 1982, augurava-se coa mudança normativa o uso preferente das formas sem assimilaçom.
Quase dous anos depois, o uso da "segunda forma do artigo" continua a ser abundante nos escritos redigidos segundo as normas da RAG.
Na página 81 do seu recomendável livro Sócio-Didáctica Lingüística (1994), a professora Elvira Souto refere umha experiência realizada num grupo de 73 alunos de primeiro curso da Escola Universitária de Formaçom do Professorado de ensino primário da Universidade da Corunha a quem foi mostrado o texto "TÓDALA PRADEIRA GALEGA" pedindo-se que indicassem o erro que continha a frase. O resultado foi que apenas 6 assinalarom a óbvia incorrecçom da forma *tódala, enquanto que 43 declarárom nom ser capazes de identificar o erro e os 24 restantes corrigírom pradeira para prado.
Fagamos agora a prova de procurar no buscador Google ocorrências das formas incorrectas *tódolo ou *tódala em páginas recentes.
Para limitar a procura a páginas em galego-português e nom noutras línguas em que pudesse ocorrer essa palavra, procuraremos também algumhas das mais comuns em galego-português, como as contracções pola, polo ou do, ou o advérbio de negaçom, escrito em norma RAG, non. Para que se nos mostrem documentos recentes, acrescentamos o algarismo do ano em curso. Finalmente, retiramos o filtro para que nom oculte mais de um resultado no mesmo servidor:
tódala OR tódolo 2005 pola OR polo OR do OR non
O resultado som cerca de 500 páginas, entre as que pode haver algumha em espanhol ou noutro idioma, mas facilmente comprovamos que quase todas estám na norma RAG.
Se retiramos o ano, aparecem mais de 3.500 páginas que contém formas como "tódala noite" (usc.es) "tódala información" (uvigo.es) ou "tódala militancia" (esquerdaunida.org). Webs como os das Universidades da Corunha e de Vigo, o Igape, o Valedor do Povo, Vigo Hoxe, Galicia Dixital e inclusive o mesmíssimo web da Junta de Galiza contém várias páginas coas formas erradas *tódolo ou *tódala.
Fica claro que algumhas normas induzem ao erro.
2 comentários:
Olá, eu lembro algum caso engraçado (é uma forma de falar) na TVG. Por exemplo: "**Djukic joga-lo balão". Não sei se foi nesse mesmo jogo quando escutei um extraordinário **"jogavava". Saúde.
Obrigado polo contributo, Mário. Com efeito, será possível rastejar pola web e verificar noutros médios, tanto oralmente como por escrito, muitos erros como estes.
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