Alcançou-no onte um desses «zarpazos de la muerte» polos que el próprio, no seu mais recente livro de poemas (El Concierto del Desorden), dizia odiar o verão.Leopoldo Alas, além de ser umha pessoa extraordinária, vitalista, inteligente, honesta e enormemente afável, possuia umha sensibilidade literária que o torna um dos melhores poetas contemporáneos. Apesar de nom ter sido reconhecido como tal em vida, confio em que o tempo acabe colocando-o no lugar sobranceiro que deve ocupar como poeta.
Para unir-me ao luto expressado já em decenas de meios e blogues, transcrevo um poema, que nom encontrei na internet ainda, desse último livro, no qual nos dedicou ao meu marido Joel, através de quem o conhecim, e a mim o intitulado "Iluminación", e de cujo "Solaris" lembro o entusiasmo com que nos telefonou para o compartir connosco depois de o ter escrito.
Deixo também essa foto sua, tomada polo Joel em 2004.
Descansa em paz, Leopoldo.
Quise Amarte
Quise amarte sobre todas las cosas
y que esa ilusión no se ensuciara,
que no fuera la fiebre y la misma enfermedad
el cerco que se estrecha por segundos
sobre el sueño más noble. Y volver a rendirme.
No pudieron persuadirme las máscaras,
ni tan siquiera las más convincentes,
del fracaso seguro del intento.
Quise amarte y no puedes existir.
Quise darte mi tiempo y no me ves.
Y el día que te tuve se hizo noche.
Leopodo Alas, Concierto del Desorden, 2007 (p. 19).
1 comentário:
Este texto foi ontem apagado acidentalmente. Umha vez recuperado, colo aqui os comentários produzidos:
Hola J. Manuel, tuviste mucha suerte de llegar a conocer al poeta, por cierto, el poema que incluyes es más que bello, real, y un poquito triste. Como dices ojalá, aunque tarde, se llegue a apreciar la valía de Leopoldo Alas.
Si te gusta el cine te recomiendo que visites mi otro blog, dedicado al cine gay.
Allá donde estés te deseo lo mejor.
# escrito por HOMBRESPARAHOMBRES : 4/8/08 16:51
Con el vaise unha persoa sincera afastada do griterio e a falta de reflexión, alguén que escoitaba máis que falaba.
# escrito por pe-jota : 4/8/08 18:11
Obrigadinho. Penso que tens razom no que dizes, e que é triste o poema. Leopoldo escrevia desde a sua experiência pero procurando sempre conectar através dela com outras pessoas, reflectindo honestamente o fundo humano, por isso a sua poesia é universal, e tam boa. Eu penso que este poema reflecte um pouco a origem da sua reivindicaçom do "sexoamiguismo".
Claro que gosto do cinema de temática gay. Sigo-o por vários meios, sobretodo foros de torrent.
# escrito por J. Manuel Outeiro : 4/8/08 18:26
Concordo, pe-jota, e também penso que era umha pessoa que crescia e fazia crescer os outros, coa sua forma de relacionar-se, honesto, sincero e bom.
Além da sombra do seu devanceiro, Clarín, que comentas no teu blogue, muitos preconceitos sociais penso que impedírom por enquanto a valorizaçom da sua obra.
# escrito por J. Manuel Outeiro : 4/8/08 18:46
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