Vejamos algumhas mostras nos meios de comunicaçom galegos:
O Faro de Vigo publica notícia em espanhol informando que «"Voces del desierto" (2004), será lanzada en octubre próximo en España». Nom diz nada da sua recente publicaçom na Galiza.
A Voz, em castelhano também, informa que A república dos sonhos «acaba de ser publicada en gallego por Galaxia», mas omite a outra recente ediçom.
No Berzo:
O Diario del Bierzo afirma que «Su última novela, Voces del desierto, llegará a España en octubre» .
E em meios do resto do Estado:
Terra diz que «'Voces del Desierto' (2004), será lanzada en octubre próximo en España», e noutra informaçom, que a jornalista Blanca Berasategui lamentou que Nélida Piñon «no sea suficientemente conocida en España, donde publicará en octubre su obra 'Las voces del desierto'»
Também em El Periódico se afirma que o último romance da Piñon «aparecerá en España el próximo mes de octubre».
Afinal, ainda que muitos meios querem apresentá-la como "la voz más española de la literatura brasileira" (veja-se também aqui), a biografia da escritora facilitada pola Academia Brasileira das Letras, que ela presidiu, nomeia o Brasil e a Galiza como as suas duas pátrias:
«Na infância, seus pais a estimularam para a leitura, deram-lhe livros e levaram-na a viajar. Aos dez anos foi para a Galiza, onde ficou dois anos. Essa vivência foi fundamental para a futura escritora, que em sua obra irá revelar, sobretudo, o amor por duas pátrias: a Galiza e o Brasil».
P.S.: Observe-se como quase todos os meios escrevem o apelido da premiada autora de forma diferente a como ela própria assina.
4 comentários:
Parabéns pola bitácora. Tenho uma grande queréncia pelo Brasil, mas a túa piada de alcunhar a súa língua de galego e muito por demais. Saúde sempre.
Obrigado, galeidoscópio. Mas nom é piada, nom. Vai a sério. A unidade lingüística galego-portuguesa foi tradicionalmente defendida polo galeguismo histórico e actual, inclusive nom som nada original, já falava Camilo Nogueira do Galego de Porto-Alegre
Xa sabia que ia a sério.
Partilho a ideia da unidade, mas uma outra coisa é a percepção e a vontade (marcada ideologicamente) dos falantes. Podes falar de galego-português, no entanto, as pessoas lusófonas (que já pôrão en causa esta denominação) rejeitarão o conceito de galego, aplicado à súa língua.
Seguirei mais de vagar logo.
Saúde.
Entendo o que dizes. A minha pretensom nom é modificar o nome por que é conhecida a nossa língua (ou as variantes internacionais da nossa língua) no mundo ou nesses outros países, senom contribuir na Galiza à consciência de unidade lingüística galego-portuguesa, da que decorrem imensos benefícios para o nosso país e para normalizarmos a língua nacional. Obrigado polas tuas contribuições
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